Este ano eu completo 30 invernos (não são primaveras, pois nasci em julho). Os que já passaram por essa fase sabem que ela vem recheada de mudanças, tanto físicas (já me chamam de Tia ou Senhora na rua!!!), como comportamentais, e com isso vêm os questionamentos.

Após a miscelânea de emoções vividas nos últimos anos, resolvi tirar um tempo para mim. Quero vivenciar situações imprevistas e redescobrir a Flávia, que por vezes vinha se escorando em personagens circunstanciais.

Obtive a aprovação do meu pedido de licença sem vencimentos do trabalho, por um período de um ano. Só faltava isso para começar o meu planejamento de transformar minhas economias em passagens, albergues, museus, paisagens, espiritualidade, comidas, encontros e desencontros.

Dois mil e oito para mim vai ser o ano da cigarra! – Isso não é horóscopo Chinês, Maia ou Checheno; é o resgate da Fábula de La Fontaine (mais conhecida como Fábula da cigarra e da formiga), mas com uma inversão de sua moral: sim, paremos para cantar e apreciar a primavera, e desfrutemos o ócio!!!!!

22 de julho de 2009

Dai-me, Prem

Foi como estar em todos e em tudo,
um lampejo único e mudo que,
como uma onda que varre castelos de areia,
arrebatou essa gota que teimosamente resistia em correr para o mar.

Hoje, essa gota, ora fluida, ora frígida,
ora lente que foca, ora prisma que separa,
tem na lembrança de seu toque a sua inspiração mais pura.

6 comentários:

Cláudia disse...

Sou muito grata a essa companhia, agora consciente. Antes,na minha corrida, supostamente, sem ninguém para me acompanhar, eu era fraca, e tamanhas louca. Vamos juntas, minha irmã, correr para o mar, nos nossos desestos de solidão, sempre juntas de mãos dadas. Cantando cantando cantando e poemando
Amor...

Aloísio da Cidade disse...

Esta voltando a escrever... Conte mais, estou curioso. Acabamos de completar um ano de volta da viagem e um ano de chegada no Chile... nao eh mole ;-)

Dea Conti (deinha) disse...

Vocês são lindos!

bjs da mama

Anônimo disse...

minha amiga... cada vez que te vejo mais diferente do, infelizmente, pouco que te conheci. Mas para melhor claro. Uma mudança radical. Um beijo e namasté

Anônimo disse...

rs rs.. esqueci.. helder, do Porto.

Fernanda Oliva disse...

Ai que delícia de reencontro! Que paz no coração! vamos ao mar!